sexta-feira, 4 de novembro de 2022

what the fuck is plateia?

O que é plateia pra você? 

Etimologicamente, plateia é um conjunto de espectadores, e espectador é aquele que presencia, observa ou assiste a algo ou alguém.
Dito isso, quero te dizer, caro leitor, que o tema é esse mesmo, mas não somente. 

Porque diabos, eu quero falar sobre plateia? Isso não tem a ver com egocentrismo? Sei lá! Depende de como você vê.

Eu vou te contar o que é a ideia de plateia, pra mim, sob uma ótica que minha auto terapia me trouxe, enquanto eu dobrava roupas. Eu achei interessante, e tenho certeza que minha querida psicóloga também acharia... e porque não, escrever imediatamente sobre essa reflexão que me foi tão genuína?

Bom, vamos direto (ou não tão direto assim) à mensagem que eu quero te passar ou te fazer refletir. Partiremos da origem desse sentimento: o fim da graduação se aproximando.

Com o fim da graduação se aproximando, as primeiras lembranças que tenho é do fim do terceiro ano e de todas as vezes que chorei com medo do que faria da minha vida depois de sair daquele micro mundinho que eu vivia. Pois bem, eu continuo vivendo num outro mundinho, só que muito maior - espacialmente falando, e depois dele? Eu também não faço a menor ideia! 

Nesse meio tempo, é inevitável assistir o ciclo de uma geração a frente se findar e essa é a pior parte: saber que o próximo desempregado anônimo sustentado pelos pais e não bolsista, é você. (amigos, eu sei que conseguirão emprego, desculpa a piada nota zero!!)

Sem mais delongas, nessa introdução extensa, o que tá acontecendo é que tem muita gente conhecida apresentando TCC, e mais do que uma oportunidade de aprender - o tema, a técnica e a defesa -, o TCC do coleguinha é um excelente momento pra aprender a ser plateia. 

-Que insistência nisso, Ariadne!!!

Tirando o fato desta pseudo escritora ser absolutamente melodramática&sensível&brega&emotiva, pensem se naturalmente não é importante estar nesse lugar. Se ser plateia tem a ver com presenciar, tem a ver com presença, dedicação de tempo e atenção e tem a ver com prestigiar algo ou alguém!! Dito isso, é uma das coisas mais bonitas que se pode fazer pelo bem mundial das relações saudáveis construídas por seres humanos, quando não estão devorando ou sendo devorados pela competitividade do sistema, que no micro mundinho federal tem lattes, mestrado e concorrência como sinônimos. (Essa parte que eu sou competitiva eu to bem ciente, mas constantemente se é trabalhado aqui nessa psiquê que de bulhufas nenhuma isso vale, senão as relações saudáveis e memórias felizes construídas pelos seres humanos quando não estão devorando ou sendo devorados pelo sistema. :)) 

De que vale um número sem público? De que vale uma caminhada sozinho? Ser plateia é confirmar que você tá alí! E eu aprendi isso na prática, sem ser plateia, mas tendo a melhor que eu podia ter.

-Quem? 

Meus pais! Nunca, sequer deixaram de me prestigiar, mesmo quando tinham todas as justificativas plausíveis para isso. E até quando a presença física não se fez (em raríssimas exceções), as vibrações e a torcida fizeram a diferença. Ao tempo que, em várias vezes, no mesmo número, eu vi pessoas que só precisavam de reconhecimento por tanto esforço! Depois de entender tamanha relevância, juntos, passamos a prestigiar um novo espetáculo, sendo plateia da mini bebê que virou uma mini criança-adulta, e irmãmente falando, fez uma baita diferença na vida dela ter uma plateia. 

Agora, os papéis se inverteram e temos mainha em conclusão de curso, e eu tô de cá, assistindo em câmera lenta essa mãe/mulher se dedicando à dor e a delícia que é realizar um sonho! Passa um filme, e mesmo sabendo que só quem sabe mesmo é quem vive a história, acompanhar o processo torna tudo muito mais incrível. E Gil, sei que você não lerá, mas eu sou sua maior fã! Te amo <3

E isso que nasceu de casa (com participação especial dos meus parentes favoritos) se expande. 

Quero que chegue pra outras pessoas, muito menos próximas a mim, pra que de alguma forma saibam que por mais que tenha sido solitária uma parte do processo, o todo não foi e a culminância também não. Então, caro leitor, me faça o favor de ser plateia mais vezes, prestigiando os seus, de preferência em todo o processo, sempre que possível e permitido.

Eu já me emocionei de cima do palco, mas a melhor emoção, sem dúvidas, é da primeira fila, vendo as luzes da ribalta e todos os holofotes se acenderem, enquanto o espetáculo de pessoas queridas acontecem. 

Pois bem, aos meus amigos, colegas, conhecidos e parentes - faz parte da minha natureza ser espectadora das vossas vidas (muito além da boa e velha fofoquinha) e contem sempre com minha mão, pra caminhar juntos e pra aplaudir!

Aplausos! Pra você que leu até aqui, e pra mim também né, que tive a ousadia de depositar meus devaneios num site da google de forma pública para que fossem lidos. 

E não esqueçam, isso aqui é o "well more than words"!

Já tava esquecendo, mas eu não esqueci. Meu querido Gessinger nos presenteou com uma música que fala: "quando passarem os melhores momentos da sua vida, pela janela alguém estará, de olho em você" e de tão linda que é, euzinha, dedico à minha mini criança, razão do meu existir, da minha cama desforrada, do meu bolso vazio e do meu coração cheio de amor. 

Até a próxima!



segunda-feira, 29 de novembro de 2021

De eu para eu mesma: atualizações de mim

 Faz tanto tempo que eu não venho aqui. Incrível porque eu escrevo dez mil palavras em um relatório mas nem me passa pela cabeça fazer um esforço pra escrever neste site que eu achei que escreveria muito e sempre. Hoje eu simplesmente abri, sem ideia do que escreveria, talvez seja a melhor forma de começar e deixar a criatividade fluir. Mas até que esse texto se transforme ou não, eu uma coisa bonita de se ler, posso registrar aqui que depois de muito tempo, muito mesmo, eu escrevi uma poesia, enorme. Confesso que foi difícil pegar a manha, as palavras ainda fogem... se eu me dedicasse eu poderia voltar a ter o ritmo que eu tinha, mas a vontade não é mais a mesma. No final das contas ficou muito bom, e deu pra sentir que eu ainda sou muito boa nisso, apesar de tudo. 

Em uma atualização, depois desses meses todos, tenho sido bem mais reflexiva nos últimos 5, e tenho aprendido muito mais sobre mim mesma, e isso é bom. Tenho feito coisas que eu não achava que voltaria a fazer tão cedo, como socializar e conviver com as pessoas novamente, e isso tem me feito bem, como eu não estava desde que essa pandemia começou. Os traumas advindos dela não sumiram e talvez nunca sumam, precisam ficar como aprendizado. Na faculdade eu tenho feito coisas legais, que eu duvidava da minha capacidade, mas ainda preciso deixar de ser tão ríspida, comigo e com os outros... preciso melhorar. O check no plano de metas tem sido prazeroso, tem muita coisa que rolou, e tem outras que não... um dia deve dar certo e se não der, não era pra ser. 

Parece que esse texto não tem uma linha de pensamento harmônica e contínua, mas minha cabeça no fundo, no fundo, também não tem. É um turbilhão de ideias, de informações e de pensamentos que a minha terapeuta fica chocada e minha família também, com o tanto de coisas que eu falo num curto intervalo de tempo e como esse intervalo pode virar horas de uma conversa quase ininterrupta. Vi na internet e gostei, minha cabeça tem umas 30 abas abertas. 

Talvez seja só isso, até que não ficou ruim. Parece um diário, um registro. É também um desabafo, e uma nova tentativa de voltar a escrever. Voltarei, um dia. 


Até a próxima, eu mesma.

Atenciosamente, eu.


quinta-feira, 25 de março de 2021

Cotidiano e Cotidianidade

    Este com certeza é um tema que foge do escopo aqui do blog, nunca foi a proposta falar de temas como esse, mas a pandemia veio com tudo e o projeto do blog ficou meio em off. Hoje eu quis vir aqui falar de uma coisa que tem ficado na minha cabeça, desde umas leituras que fiz para uma disciplina e os questionamentos a partir disso, ficam pairando a minha volta.


    Uma breve introdução a ser feita, para entender o contexto de minhas reflexões, vem de um cara chamado Henri Lefebvre, que em suas muitas obras trata desse assunto de hoje. Em um resumo simples, a ideia de cotidiano está especializada nas cidades urbanas contemporâneas, onde muitas coisas são fruto do sistema no qual estamos inseridos: o sistema capitalista de produção.  E por isso, é possível entender problemáticas urbanas também, pois o espaço urbano é marcado por diferenças, desigualdades, cheio de crises e muito mais. 

    O capital vai produzir o urbano, o cotidiano e o espaço. E nós estamos dentro dessa bola de neve. No final das contas e dos muitos parágrafos teóricos que poderia escrever, o sistema origina padrões socialmente impostos à nós, e ficamos presos nesse looping eterno. Eterno porque é praticamente impossível sair dessa alienação promovida pelo capital, e o materialismo histórico-dialético de Marx poderia explicar isso bem. A gente não consegue se desvencilhar disso, pois mesmo com uma grande revolução, o sistema acaba se reinventando. O cotidiano, a cotidianidade, a consolidação do capitalismo, a cultura e o senso comum são elementos preservados de gerações e mesmo que mudados, transformados ou desconstruídos, sempre remeterão, em partes, à sua criação.

    O cotidiano impõe que sejamos produtores incessantes, o capitalismo é pela produção. Devemos produzir e produzir, e tudo que fuja dessa cotidianidade, nos trás culpa. Eu sou uma triste vítima desse sistema. Não produzir me trás sentimento de culpa e/ou de derrota. A sociedade capitalista nos impõe uma trilha perfeita para nossas vidas, mas somente uma pequena porcentagem da população consegue fazê-lo. O caminho perfeito na cabeça de nós jovens, é de praxe: estudar ou empreender, ficar rico, construir um império, ser estabilizado financeiramente, ter uma família perfeita e ostentar. Deter o poder, o poder capitalizado. Mas uma coisa que foge do nosso controle, são nossos desejos de: "será que é isso mesmo que eu quero?"; "será que isso mesmo que me fará feliz?". A gente nem sabe o que quer, 99% das vezes a gente acha que quer porque alguém disse que é o melhor pra gente, e a gente nem conhece esse alguém. Porque alguém também não é autônomo, e essa bola de neve caminha por muitas gerações.

    A incansável busca pela produção e pelo poder, frustra nós jovens. Não temos tanto tempo de lazer, não cuidamos de nós mesmos... estamos produzindo e esquecendo de viver. "Estude enquanto eles estão dormindo." ... e a gente não dorme, não vive. Tudo isso é muito longe de uma vida saudável. É uma guerra de sobrevivência contra o sistema. A gente não tem mais tempo, está em vários lugares ao mesmo tempo. Precisamos dar conta de tudo que dizem e que nos oferecem. Que triste é essa busca por status e poder. Principalmente pelo poder de compra. São tantas futilidades. Estão nos fazendo cada vez mais consumistas e nós gostamos disso. E continuamos à nos massacrar diariamente para usufruir dessas coisas que soam maravilhosas.

    A nossa realidade é triste. Tudo isso está em uma escala global. Pode ser entendida em quase todo o mundo. E diante de tudo, ficamos com duas opções: entender que tá tudo bem falhar e não dar conta porque somos SERES HUMANOS e não máquinas, ou, continuar a produzir porque se nos colocarmos como seres humanos, terão outros que se colocam como máquinas e roubam nosso espaço no capitalismo selvagem. É uma guerra, uma luta por sobrevivência. Que vença o melhor.


25/03/2021
Ariadne Ferraz Vieira

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Lista de Sites/Plataformas de Cursos Curtos Online

Oi gente, aqui quem fala é Ariadne do @ariadnevieiraf no instagram. Estou deixando aqui de forma mais completa, os nomes dos sites/plataformas de cursos curtos online, a maioria gratuito, com emissão de certificado ou declaração de participação com carga horária, espero que gostem!! 

-Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) - https://moodle.ifrs.edu.br/course/index.php?categoryid=38

-Universidade Federal Fluminense (UFF)- http://neesuff.com/

-Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - https://lumina.ufrgs.br/course/

-Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)- http://www.sead.univasf.edu.br/mooc/

-Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - https://moocs.ggte.unicamp.br/

-Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) -https://cursos.poca.ufscar.br/course/index.php 

-Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) -https://avaacademico.ufrb.edu.br//

-Universidade de Harvard - https://www.edx.org/school/harvardx

-SENAI - https://eadsenaies.com.br/

-SEBRAE - https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline

-Fundação Getúlio Vargas (FGV)- https://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos/?goback=.gde_1876153_member_208379733 

-Fundação Bradesco -https://www.ev.org.br/cursos 

-UNA-SUS - https://www.unasus.gov.br/cursos/busca?status=com%20oferta%20aberta&busca=&ordenacao=Relev%C3%A2ncia%20na%20busca

- Hospital Israelita Albert Einstein - https://ensino.einstein.br/curta-duracao/cursos-gratuitos

-Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) -https://academicearth.org/universities/mit/

-Cod IoT (Plataforma de Cursos) -https://codeiot.org.br/ 



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

cartão de natal pro céu


Oi vô, hoje é 25/12, Natal! Esse não foi um ano fácil, e aconteceu um turbilhão de coisas. O natal não foi o mesmo pra muita gente, e pra mim também não. Ao longo de todo o ano eu senti sua falta, mas nesse natal eu senti e muita, está faltando você, sua bênção e seu cheiro na minha cabeça. Queria poder ter me despedido, e dizer que você faz muita falta. Não sei se quando fui lhe visitar você conseguiu me reconhecer, mas eu tento acreditar que sim, pois minha ultima lembrança sua é de um aperto de mão e de um sorriso (distante, mas um sorriso). EU sinto muito por tudo, por não ter passado o ultimo natal com você e peço desculpas por todas as vezes que falhei com você. A garganta tá com um nó, porque é um misto de saudade e angústia, porque minha cabeça está cheia de porquês. Espero que onde você esteja, esteja olhando por nós. Que de alguma forma o senhor receba meu abraço e minhas saudades. Eu te amo, vovô. Feliz Natal, cuida de mim daí de cima, porque aqui embaixo as coisas estão difíceis e a saudade de você tá doendo em mim.
Com amor, Aiá.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

pedacinhos...

Pedacinhos...Guilherme Arantes escreveu essa música e em uma das conversas que tive com meu pai ele a colocou pra tocar. É linda, mas fala: “Pra que ficar juntando os pedacinhos do amor que se acabou? Nada vai colar, nada vai trazer de volta a beleza cristalina do começo e os remendos pegam mal. Melhor nem tentar! Afinal, a gente sofre de teimoso, quando esquece do prazer. Adeus também foi feito pra se dizer... bye bye” (https://www.youtube.com/watch?v=BqwJ5LOIHV0)
Essa música mexe comigo de um jeito, por que me pergunto pra onde foi parar a relação linda que eu tinha com meu pai e eu acho que é explicável pelo fato de que eu cresci e isso é uma merda.
Crescer talvez seja a coisa mais difícil do mundo, por que transforma e por mais coisas boas que proporciona, te tira uma parte feliz e que você deseja todos os dias voltar, mas que tá no passado e as lembranças acaba por te sufocar.
Eu me sinto sufocada todos os dias por que a vida me distanciou do meu pai, não fisicamente, nem por presença, muito menos por amor, mas alguma coisa aconteceu, a gente sente. Eu e ele sentimos.
Meu pai nunca deixou de ser o melhor pai do mundo, mas não somos os mesmos que 10 anos atrás e eu daria tudo pra restabelecer a relação que tínhamos naquele tempo.
Nos últimos anos tentamos buscar um culpado, entender o que aconteceu, mas nada conseguiu consertar. Diz droga de vida, o que você fez comigo e com meu pai pra gente ter se perdido?! Alguém me explica, porque eu não consigo consertar as coisas e eu sinto muito.
Estou escrevendo em prantos, às 7:30 da manhã, porque já fazem mais de 15 dias que não nos falamos, por uma discussão e porque somos igualmente orgulhosos pra reconhecer nosso erro. Mas sabe do que eu tenho medo? De perder meu pai pra sempre, e isso me tira o foco e dói muito.
Se você ouvir “cheia de charme”, também de Guilherme Arantes (https://www.youtube.com/watch?v=nVQf4vpIEbQ), você vai entender. Meu pai me contou sobre o que ele sentiu quando eu nasci com a letra dessa música e era só amor. Mas que amor é esse? Eu sei que ele não se acabou, mas o que aconteceu com ele e porque ele machuca? Eu gostaria de entender, mas até agora são perguntas sem respostas.
O que resta fazer com esses pedacinhos no qual me encontro? Só sei que esse adeus não foi feito pra se dizer. E por mais que nunca mais voltemos a ser como éramos, só somos assim por que já fomos.
É praticamente impossível que ele leia isso, mas eu não desejo nunca mais sentir essa angústia. E apesar dos pesares, ainda há amor.

Ariadne, 20/11/2019. 






segunda-feira, 18 de novembro de 2019

passatempo e faz um texto

   Isso que você está prestes a ler, foi escrito por mim enquanto o tédio de esperar o horário de poder sair da prova do Enem com o caderno reinava em mim. Por incrível que pareça, eu ainda não o li por inteiro, porque simplesmente depositei o que pensava no momento. É inevitável que eu não tome nota do assunto, mas até essa palavra eu não lembro nem o tema do texto, então, por esse motivo, leremos juntos o que se passava na minha cabeça enquanto fazia a prova, até um ano atrás, mais difícil da minha vida, e esse texto, pode te fazer e me fazer ver que o monstro do vestibular não é mais o mesmo monstro, porque novos monstros surgiram.

  Agora vai começar, espero que tenha coerência pois não alterarei uma palavra sequer do que produzi em três de novembro de dois mil e dezenove. let's?

  Comecei a estudar para o Enem em 27/12/2017 e até maio/18 estudei pelo menos 10h todos os dias, exceto os 4 que passei no ceará. Minha cabeça ficou superlotada, meu sono desregulado, saúde fraca e ansiedade a mil, além das notas mais baixas que tirei na minha vida. Foi preciso desacelerar. Aquele velho "volta uma casa pra andar duas". Isso aconteceu comigo. Melhorei minha qualidade de vida, minhas notas e meu coração. Não parei de estudar, tanto é que até nas férias eu estudei, mas porque faz parte de mim. Fazia os simulados, resumos, mas não deixei isso me impedir de viver.
   2018 foi um dos anos mais intensos da minha vida. Era medo, medo do fim e isso fez com que eu quisesse aproveitar tudo, e eu aproveitei. O coração foi se acalmando, até que meu monstro chegou... a escola já havia acabado, faltava somente os eventos da formatura. A prova foi feita, sofrida e o resultado foi aguardado com ansiedade e angústia, até que ele saiu e foi exatamente 666(o numero da besta kkk), a média que eu havia tirado em todos os simulados bernoulli (eu reproduzi o que estava apta a fazer, não vamos romantizar) e eu estive feliz até ter que escolher o que cursar. ProUni, SiSu.. e a fantasia que eu tinha criado de que gostaria de cursar direito por convenção social mesmo, mas veio a danada da geolinda( que roubou meu coração a muito tempo) que voltou pra ganhar o lugar dela. Eu fui, com medo, muito medo, mas fui...
   Passou o 1º período, cheio de emoções e novas descobertas, inclusive aprender a andar de ônibus... até que eu me vi virando dona de mim, e não mais a filha dos meus pais e amiga dos meus amigos.. eu tava me tornando Ariadne, apenas mais uma pessoa que responde por si (mesmo com todo o caos interior), que briga todos os dias pelo seu lugar no mundo e que aos poucos foi sendo reconhecida por aquilo que é, e não por todo aparato do passado, embora recente, mas passado.
   O 2º período chegou e eu fui testada pela 1ª vez na UF e ganhei o PET de presente. Ganhei outros presentes, pessoas de presente e pessoas presentes e mesmo com todo surto diário, eu disse d-i-á-r-i-o, eu to feliz e nem um pouco perto do fim do caminho, mas em busca do meu caminho.
   Cá estou eu, 1 ano depois, fazendo a prova que de alguma forma mudou minha vida (minha vida teria mudado de qualquer jeito), mas sem o peso na consciência e com a mente preocupada com os prazos das disciplinas no DCG. Hoje ( no caso, 03/11/19), não me vejo mudando de vida, de escolhas, porque eu to feliz por estar encontrando minha essência.
   Escrevo esse texto pra provar que sou sublime... kkkkk, brincadeira, é pra passar o tempo infernal de espera que está deixando minha bunda quadrada de tanto tempo sentada. Não me pergunte porque to esperando, mas estou aqui, testando minha paciência e escrever é uma válvula de escape e eu acho que vou fazer isso no meu futuro próximo de aplicar provas.
   Não gostei muito do tema, mas fazer o que? Pelo menos a frase da minha prova é "teremos coisas bonitas pra contar", e é isso que to fazendo aqui, nesse texto aleatório, mais um aleatório.. isso é um começo da minha história.


  beijo, beijo. foi massa. até.
                                           
  Ariadne Ferraz Vieira. 03/11/19 redigido em 18/11/19